Sabe o que é adesão? Participação? Interação?

Dias atrás fui mestre de cerimônias de um seminário internacional, mega evento, dois dias, com presença de governadores, deputados, professores, autoridades nacionais e internacionais e sabem quem veio me visitar? Um antigo personagem que há muito tempo não encontrava: o medo. Isso mesmo, sabe como me senti antes de começar o evento? Com medo.

Claro que tenho recursos para lidar com o medo e consegui me sair bem. Mas a experiência me faz afirmar o seguinte: – Se você tem medo ou dificuldade de falar em público, dont worry be happy. Sentir medo é normal e pode ser controlado com recursos do Teatro Coach.

Porém, há três conceitos que você precisa conhecer para ajudar a controlar o medo. Saber a diferença entre adesão, participação e interação e como estes três conceitos se aplicam para falar em público.

Eu sou Mauai Coach de Comunicação Compartamental e falar em público da Teatrês e quero agradecer a Augusto de Franco por ajudar-me na exploração do conteúdo deste vídeo.

Imagine que você recebe um convite para ir numa palestra, você aceita, isso é adesão. E aí você vai e lá tem uma organização, pessoas que controlam, pedem seu nome, te dão crachá, você se senta, o palestrante fala do conteúdo que ele domina e que te interessa, afinal ele é divulgado como sendo autoridade no assunto, você ouve o palestrante que ao fim abre para perguntas, tirar dúvidas, agradece, vende livro, cd, dvd, entrega cartões de visita.

O evento acaba e você volta para casa. Isso foi adesão que contou com a sua participação.

No caso do evento que fui mestre de cerimônias, meu nervosismo vinha do fato de que havia um protocolo rígido a seguir, inclusive como Decreto Lei na Constituição Federal, então havia uma formalidade extrema na condução do evento, e eu é que seria o “mestre” na condução, faria a abertura, anunciaria autoridades e com esta  responsabilidade apareceu o medo de errar … imagina errar o nome do palestrante espanhol, ia pegar mal pra caramba.

Na maioria das vezes os eventos com palestrantes são preparados previamente para as pessoas participarem. O tema já é escolhido de antemão, quem organiza já sabe o que espera do público, as pessoas convidadas para participar tem perfil parecido, quem comanda o evento já sabe até quais perguntas devem fazer para promover engajamento, para que as pessoas fiquem dentro do “seu quadrado”, de sua caixinha de conteúdo cognitivo.

Tudo é feito para que o público “se adeque” ao evento e participe. Existe toda essa formalidade que pode assustar quem não gosta de falar em público.  Se é este o seu caso provavelmente uma das causas é você não aceitar que seu conteúdo é importante para compartilhar com outras pessoas neste ambiente “formal”, criado para a adesão-participação.

Muito do medo de falar em público vem dessa mistificação do palestrante como autoridade, como ser superior, como sabe tudo, como supremo mestre iluminador das consciências, como uma pessoa melhor que outras por seus títulos e cargos. E infelizmente o mercado adora valorizar essa “sabedoria”.

Então, a melhor maneira de começar a perder o medo é justamente entendendo que você não é a última bolacha do pacote, que você não é o “dono da verdade”. Fazer uma palestra é transmitir o que você sabe de forma organizada e clara, para ajudar pessoas a pensarem como resolver os problemas delas.

E se você tem medo aproveite e faça do medo uma plataforma para ampliar a inteligência da sociedade com o seu conteúdo, com sua experiência de vida. Entenda e aceite, que você não é inferior ou superior à ninguém, nem por ter títulos e cargos e nem por não tê-los. Todos temos o direito de expressar a nossa opinião e ser respeitados.

Não tenha medo de errar, mas prepare-se para diminuir a probabilidade de cometer erros por displicência ou negligência.

No próximo vídeo vamos explorar o conceito de interação e interatividade. Até o próximo vídeo.

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