[5º de 10 artigos] Como a empatia conecta ao falar em público.

Olá do Mauai. Segue meu de 10 artigos sobre a metodologia Teatro Coach Oratória aplicada em nossos cursos, assessorias particulares, online e treinamentos in company. Cadastre-se e receba todos em seu email. 

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Clique 1º artigo > Ao falar em público seu objetivo é seu destino.

Clique 2º artigo > Como unir objetivo + conteúdo ao falar em público.

Clique 3º artigo > Como usar razão e emoção ao falar em público.

Clique 4º artigo > Como persuadir e encantar pessoas e plateias.

Ótima leitura! 

ARTIGO 05

Como a empatia conecta ao falar em público.

No artigo 04 – aprendemos sobre o que é argumentar para persuadir a plateia; ou como usar da razão, do raciocínio lógico e das emoções para apresentar-se em público com efetividade e afetividade.

Neste artigo vou abordar a empatia, que é popularmente definida com se colocar no lugar da outra pessoa ou da plateia. Saber pensar e agir com empatia vai ajudar você a ser mais convincente e persuasivo em suas palestras, reuniões e vídeos.

E vou usar uma história pessoal e de hoje para exemplificar empatia. Por que de hoje? Os artigos desta série não estão prontos. Não pego todo dia da gaveta e posto. Escrevo todo dia um artigo; cada artigo com seu objetivo específico, sendo que os dez artigos tem uma direção editorial e um planejamento de conteúdo para a ideia central objetiva, como aprendemos até agora:

“Quando acabar esta série de artigos, quero que a minha plateia conheça os conceitos fundamentais da nossa metodologia conceitual e prática Teatro Coach Oratória”’

Porém, posso mudar o planejamento de acordo com os acontecimentos e com os feedbaks. Antes de escrever este artigo, recebi e destaco um comentário do Rodrigo Saraiva, interessado em nosso programa de Teatro Coach Oratória e que está acompanhando a série 10 artigos.

Disse ele via whatsApp: “Ótimos textos que vem encaminhando por email. Parabéns pelo excelente material. Certeza de que seu conteúdo e treinamento devem ser excelentes.”

Melhor feedback que este não há. Este é o prêmio por meu modo de pensar e agir com empatia. Você se lembra do artigo 01 quando falei dos “3Dês”? A ideia dos “3Dês” é você se preparar para sua apresentação pensando nas Dores, Dúvidas e Desejos do seu público.

Este comentário elogioso do Rodrigo e de outros do blog confirmam que, me colocar no lugar da minha plateia e promover conteúdos que respondam suas dúvidas, que ajudem resolver suas dores e que motivem realizar seus desejos é essencial para criar empatia.

E para aprender sobre empatia é preciso desenvolver sensibilidade social, o que envolve interesse e respeito pelo modo de vida e pela cultura das outras pessoas e empresas. Empresas são pessoas unidas por realizações objetivas coletivas.

Aprendi e desenvolvi conhecimentos e recursos de empatia por experiência prática criando teatro sob medida para empresas desde 2002. São mais de duzentas peças teatrais e centenas de treinamentos.  

Vou dar um exemplo que resume esta ação empática comercial. A pessoa responsável pelo T&D (treinamento e desenvolvimento da empresa) me liga e diz que tem um novo produto para lançar no mercado e que precisa capacitar os vendedores em argumentações de vendas e quer fazer isso com uma peça de teatro e workshop comportamental.

Me reúno e converso com líderes da empresa e faço uma série de perguntas direcionadas para conhecer quem é o meu público: os vendedores. Só vou começar a criar a peça de teatro e os programas de capacitação quando eu souber “exatamente” quem são o vendedores. Preciso ter o máximo de dados sobre o público que vai ser o protagonista do evento.

Chamamos de protagonistas em narrativas de ficção os personagens principais que começam o filme de um jeito e terminam de outro. Por exemplo: começam pobres, terminam ricos; começam sozinhos, terminam como casal ideal.

Diferentemente dos personagens de ficção, numa apresentação em público ou treinamento, os protagonistas são as pessoas que começam o evento de um jeito, sem os conteúdos e práticas, e ao final estão transformados em melhores profissionais para o desafio proposto. O protagonista não é o palestrante, faz sentido isso?

E para criar o sucesso do evento preciso fazer perguntas estilo Sergio Chapelin do Globo Repórter. Quem são? Como vivem? O que comem? Que música ouvem? Qual perfil de idade? Mais homens, mulheres? Escolaridade? Que necessidades tem? Como é o dia a dia deles? Como é a cultura deles? Que roupas usam? Do que falam? Que times, política, religião? Que conhecimento e expectativas tem sobre o novo produto?

E vou além, sempre com empatia pelos líderes, perguntando: o nosso público está feliz na empresa? São recompensados? Estão motivados? São tratados como humanos? Gostam de trabalhar na empresa? E faço ainda mais perguntas diretas que incomodam, mas que me dão a noção exata da realidade racional e emocional do público.

Veja que uso da empatia, veja que uso da imaginação empática. Sem essa “prospecção direcionada”, sem estes dados da cultura da empresa, das pessoas, sem me colocar o máximo possível no lugar do público ao qual vou me comunicar e me relacionar, corro o sério risco de errar na criação do ambiente de aprendizagem. 

Preciso de toda informação humanizada possível para que, de fato, eu consiga auxiliar os vendedores a sentirem-se preparados em comportamentos  racionais e emocionais para fazer do lançamento um grande sucesso.

Perceba que, quanto mais eu ouço, quanto mais eu observo, quanto mais escuto as dores, os desejos e os sonhos do meu público, mais dados e informações eu tenho para ser persuasivo, convencer e influenciar positivamente e preparar os vededores para mover e  comover o cliente a adquirir o novo produto.

Isso é agir com empatia, para que? Para saber que tipo de conteúdos, emoções e linguagem vou usar para conectar-me com minha plateia e colher os resultados que desejo.

“Ser empático é se colocar no lugar da outra pessoa e compreender o que ela pensa e sente sob o ponto de vista dela, da outra pessoa”.

Abraço do Mauai

O autor do texto, Mauai, é assessor para falar em público com arte-técnicas do palco, teatro e oratória. Fundador da Teatrês – criação de eventos e treinamentos sob medida para educação corporativa com teatro e gamificação. Curador de conteúdo do blog Quero Falar em Público. Instrutor do curso presencial Liberdade para Errar, do curso NO PPT e do curso Teatro Coach Oratória para falar em público. Criador e apresentador do curso online “Humor e Riso para Falar em Público.

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