[7º de 10 artigos] Como estruturar fácil uma palestra

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Clique 1º artigo > Ao falar em público seu objetivo é seu destino.

Clique 2º artigo > Como unir objetivo + conteúdo ao falar em público.

Clique 3º artigo > Como usar razão e emoção ao falar em público.

Clique 4º artigo > Como persuadir e encantar pessoas e plateias.

Clique 5º artigo > Como a empatia conecta ao falar em público.

Clique 6º artigo > Como o bom humor conecta palestrante e plateia.

Ótima leitura! 

7º artigo – Como estruturar fácil uma palestra.

Neste artigo 07 inicio a abordagem sobre estruturação de palestras. Esta é um desafio repleto  de alternativas criativas e também de padrões repetitivos guiados pelos clichês do ppt – o famoso power point, que pode já estar com seus dias contados. Explico.   

Um cliente amigo me afirmou que, diminuindo o uso do power point, a comunicação dos executivos tende a melhorar; ele e mais líderes acreditam que preparar power point é perda de tempo e dinheiro.

Também entendo que palestrantes não devem ficar dependentes de power point. Desde a criação de nossa metodologia Teatro Coach Oratória em 2002 avisamos que o power point é um recurso de apoio. Ele não deve ser “usado e abusado” deixando o palestrante no canto, isolado, sem luz, leitor do ppt.

Com o ppt deixando de “roubar a cena” e deixando de servir de “muleta”, o palestrante vai ter que dedicar-se ainda mais em desenvolver recursos e habilidades comunicativas para saber estruturar melhor suas palestras.

Mas com ou sem ppt, o que é estruturar uma palestra?

É ter um mapa do discurso. É ter visão do todo e de cada parte do discurso. É planejar, formatar com lógica. É o passo a passo, do primeiro ao último passo.

Definir a estrutura da palestra é organizar o conteúdo para apresentar à plateia numa ordem. Estruturar a narrativa é ter um começo, um meio e um fim. Simples assim. 

Gosto de afirmar que um discurso com estrutura bem elaborada dá duas vantagens ao palestrante: a primeira é que ele terá segurança para expor seus argumentos e para expor-se emocionalmente. O palestrante terá autoridade sobre seu conteúdo e sobre suas emoções.

A segunda é que o palestrante terá liberdade para, se em algum momento da palestra ele quiser quebrar a estrutura e fazer um comentário que não estava no roteiro, ele poderá fazê-lo; não vai se perder se resolver criar, improvisar, ousar, porque tem uma estrutura elaborada para guiá-lo para o porto seguro.

Estrutura é de fato segurança e liberdade. E como uma apresentação de uma palestra é um ambiente de participação, onde a plateia não interage e não interrompe o palestrante, pode-se definir uma estrutura sobre três fundamentos:

1º – O objetivo da palestra. E a frase que define o objetivo é (vimos no artigo 01): Quando acabar minha palestra o que eu quero que minha plateia saiba, entenda, reflita, aprenda, aceite, compre?

2º – Quem é a minha plateia? Quem é o meu público? Use a imaginação empática e conheça tudo sobre sua plateia. Empatia vai definir que argumentos e que linguagem você deve usar.  

3º – Conhecendo a plateia e de acordo com seu objetivo, use argumentações guiadas pelo “3Dês” – Desejos, Dores e Dúvidas da plateia. E acrescente suas experiências pessoais, exemplos e histórias. Se quiser poderá destacar benefícios, vantagens e características do seu serviço ou produto.

Com estes três fundamentos você já poderá começar a elaborar a estrutura da sua palestra, considerando também o tempo que você terá para se apresentar. 

E como eu disse no início do artigo, a imaginação para criar uma estrutura não tem limites. Você pode fazer uma apresentação mais racional, lógica ou pode ousar e sair do convencional fazendo uma apresentações com cores mais emocionais. Depende de como você se prepara e do quanto se sente estimulado e preparado.

Lembre-se que uma apresentação é um show e você pode adequar ao seu próprio estilo, personalizar. Mas vou dar algumas sugestões de estruturas leves para ajudar.  

Em artigo anterior brinquei que uma fórmula base é: – diga sobre o que você vai falar; fale sobre e finalize resumindo o que você falou.

Consideremos mais outra: – faça uma afirmação na abertura e apresente três argumentos que endossem sua afirmação. Nesta ordem: primeiro um muito bom; no meio argumento bom e finalize com um excelente. Termina lá em cima.  

Atualmente, por causa das startups é usual a estrutura de pitch elevator. A ideia é imaginar que você entrou no elevador junto um potencial cliente seu e você tem apenas o tempo da jornada do elevador para vender sua ideia-empresa a ele.

Há a estrutura de storytelling que é contar uma história com personagens, por exemplo, você e sua empresa enfrentando obstáculos, superando dificuldades e vivendo uma transformação.  

O storytelling é bem indicado como estrutura porque evita a apresentação de um discurso apenas teórico e informativo para despertar emoções causam empatia com a plateia.

Contar histórias conectam às emoções e sentimentos. Por exemplo, as excelentes palestras do TED tem uma estrutura padrão que valoriza a história do palestrante, experiência de vida, dores, desejos, dúvidas, conquistas. É a verdade humana que aproxima e gera empatia.

Como você pode ver neste curto artigo, há várias formas de estruturas narrativas, que vão depender do seu objetivo, da sua plateia e das suas argumentações, crie a sua estrutura.   

Uma estrutura principal organizada aliada ao seu objetivo definido e argumentos selecionados e que ainda considere a empatia com a plateia vai levar você da insegurança à confiança; do estresse à criatividade; da ansiedade à realização.

E isso por que ainda não falamos dos gatilhos mentais que agora são explorados em marketing digital para apresentações de vídeos, webinars e vendas de infoprodutos.

Porém, com o conteúdo que exploramos neste artigo você já tem conceitos e fundamentos para criar a “melhor forma” das estruturas que você precisar, acrescentando sua personalidade e suas experiências à narrativa escolhida.  

Ouse. Esteja comprometido com o que você acredita, mas abra-se às opiniões e conteúdos que acrescentem aprendizado. E lembre-se que: “O medo é um rio que se atravessa molhado.”

Abraço do Mauai 

O autor do texto, Mauai, é assessor para falar em público com arte-técnicas do palco, teatro e oratória. Fundador da Teatrês – criação de eventos e treinamentos sob medida para educação corporativa com teatro e gamificação. Curador de conteúdo do blog Quero Falar em Público. Instrutor do curso presencial Liberdade para Errar, do curso NO PPT e do curso Teatro Coach Oratória para falar em público. Criador e apresentador do curso online “Humor e Riso para Falar em Público

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