[8º de 10 artigos] Como usar storytelling na estrutura da palestra.

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Clique 1º artigo > Ao falar em público seu objetivo é seu destino.

Clique 2º artigo > Como unir objetivo + conteúdo ao falar em público.

Clique 3º artigo > Como usar razão e emoção ao falar em público.

Clique 4º artigo > Como persuadir e encantar pessoas e plateias.

Clique 5º artigo > Como a empatia conecta ao falar em público.

Clique 6º artigo > Como o bom humor conecta palestrante e plateia.

Clique 7º artigo > Como estruturar fácil uma palestra.

Ótima leitura! 

8º artigo > Como usar storytelling na estrutura da palestra

No artigo 07 falei sobre estruturação de palestras e apresentei sugestões para inspirar você a criar suas próprias estruturas narrativas.

Neste artigo vou falar sobre as bases do Storytelling, palavra inglesa sem tradução em português que pode ser definida como “a arte de contar histórias”.

Antes de saber contar uma história é preciso saber construí-la. Uma história é uma sequencia de acontecimentos vividos por um personagem principal: o protagonista. Em torno deste personagem principal desenvolve-se o enredo da história.

O enredo é a trama dos acontecimentos que o protagonista vai viver e que durante o desenrolar da história vai mostrar como ele é. E a trama vai mostrar também como os outros personagens são em relação ao protagonista.

Enredo é trama, é relação; se um personagem se modifica, outros na relação se modificam.

Pela ação do personagem na trama é que vamos conhecer o comportamento dele, o modo dele ser, de pensar, de sentir. Na história um personagem deve-se mostrar na ação.

Na vida real é mais ou menos assim, não?

A história é uma sequencia de ações que acontecem durante um tempo com começo, meio e fim. Mas pode-se ir e voltar no tempo (flash back). Não precisa ser linear como na vida real. Mas é preciso ter um começo, meio e fim. Uma história começa e acaba e então começa outra história.

E numa boa história é importante que o personagem principal tenha um objetivo, uma razão para existir. E cabe a ele cumprir com seu objetivo e conduzir a história do começo ao fim, agindo por seu objetivo e transformando-se durante o desenrolar da história.

Na vida é mais ou menos assim, não?

Um exemplo objetivo simples: o personagem começa pobre financeiramente e termina a história rico.

Ou é menino tímido e medroso na infância e ao fim da história se transforma num líder valente, reconhecido pelo seu povo.

Ou é uma empresa que começou com um fundador, dois funcionários e hoje tem franquias internacionais.

Para despertar a atenção e envolver a plateia é importante que a história apresente também os antagonistas, que são personagens ou situações que vão dificultar a vida do protagonista em busca de seu objetivo.

O que valoriza o protagonista (e toda a história) é ele ter que encarar desafios, obstáculos, provações. E encarar vilões, pessoas que não facilitam a vida dele. Isso fará a história mais emocionante.

E durante esta narrativa quase heróica, mostrando-se por inteiro na ação e passando por estas peripécias, o personagem vai apresentando à plateia suas qualidades (boas ou más).

Na vida é mais ou menos assim, não?  

Contar uma história é um recurso fascinante. Criamos empatia racional e emocional com o personagem. Defendemos suas motivações, paixões, desejos.

Vivemos suas dúvidas, medos, iras, dores, alegrias, prazeres, amores; enfim, espelhamos o personagem e sua humanidade que nos representa.

E quando ao fim o personagem se transforma, para o bem ou para o mal, é como se, nós, plateia, estivéssemos transformados por meio dele.

O storytelling é bem indicado dentro de uma estrutura porque ilustra situações, despertando emoções que causam empatia com a plateia e evita a apresentação de um discurso apenas teórico e informativo. 

Contar histórias conectam às emoções e sentimentos. É a verdade humana que aproxima e gera empatia.

Resumindo: para desfrutar das vantagens de usar storytelling em suas palestras você precisa saber construir uma história. E toda história precisa ter um protagonista, um ou mais antagonistas e um ambiente onde as ações acontecem.

O protagonista tem que ter um objetivo claro e passar por uma jornada de obstáculos, as peripécias, criadas pelos antagonistas. E ao final, superados os desafios e vencidos os medos, o personagem acaba transformado.

É mais fácil do que parece. Com toda a trama bem construída o que vai fazer suas histórias tornarem-se interessantes, memoráveis e efetivas é a maneira que você vai contar as suas histórias.

E estes são recursos que você pode desenvolver e aprender e melhorar.

Aprender, mudar, se transformar. É mais ou menos assim na vida, não?

Abraço do Mauai

O autor do texto, Mauai, é assessor para falar em público com arte-técnicas do palco, teatro e oratória. Fundador da Teatrês – criação de eventos e treinamentos sob medida para educação corporativa com teatro e gamificação. Curador de conteúdo do blog Quero Falar em Público. Instrutor do curso presencial Liberdade para Errar, do curso NO PPT e do curso Teatro Coach Oratória para falar em público. Criador e apresentador do curso online “Humor e Riso para Falar em Público”.

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